O crescimento exponencial da IA e como isso altera os aspectos do profissional em engenharia de produção.
Introdução
Atualmente ouvimos falar constantemente da evolução da IA (Inteligência Artificial), seja com o surgimento de novas inteligências ou através do aprimoramento de outras já existentes. No entanto, o que poucos sabem é que a IA foi citada pela primeira vez em 1956, quando John McCarthy utilizou o termo para se referir à ciência de construir máquinas com inteligência similar a de um ser humano. Contudo, o crescimento da IA ocorreu de maneira discreta antes da explosão em 2022. Em 2021 foi criada a IA para programação pela GitHub Copilot, já em Julho de 2022 a Mid Journey entrou em cena com a criação de imagens. Quando enfim, no final de 2022 com o lançamento do Chat GPT, a explosão aconteceu, alcançando um total de 100 milhões de usuários em apenas dois meses. Hoje a IA faz parte do cotidiano da grande parte da população mundial, sendo utilizada de diversas formas, seja em âmbitos profissionais, educacionais ou até mesmo para fins lúdicos. Na educação, o uso da IA já gera seus impactos, e cabe a discussão quanto às suas vantagens e desvantagens. Mas e no nosso âmbito da engenharia, como o desenvolvimento da IA pode influenciar? Diante de tal cenário gera-se diversos questionamentos e iremos aprofundar um pouco mais em alguns tópicos que devemos observar para ter um melhor entendimento da atuação da IA no cenário da engenharia de produção.
A inserção da IA no mundo do trabalho
Segundo pesquisa realizada pela Aithor, realizada entre países de Tier-1 (EUA, Canadá, Reino Unido e UE), quase 80% dos profissionais da geração-Z utilizam a IA para realizar mais da metade das suas atividades atribuídas, o que destaca a realidade da inserção da inteligência artificial no mundo do trabalho. Além disso, a pesquisa foi realizada entre diversas áreas de atuação destacando as seguintes áreas: TI (34%), Educação (10%), Serviços Profissionais (9%), Outros (47%). Os dados comprovam que a IA pode ser utilizada nas diversas esferas profissionais, não se limitando a uma área ou outra. Uma situação importante a ser pontuada que foi observada na pesquisa trata-se da preocupação dos entrevistados quanto à substituição da força de trabalho humana pela mão de obra automatizada através da IA. 9% dos entrevistados se mostraram concordar com a capacidade da inteligência artificial substituí-los, sendo que a maior parte se preocupa de fato com a substituição total da mão de obra. Que a IA já chegou, todos já sabem, e sabemos também que o seu crescimento traz consigo vantagens e desvantagens, mas como se dará o desenvolvimento da engenharia de produção quanto ao crescimento dela? Eis a questão. Será que o ser humano será capaz de se adaptar para trabalhar em conjunto com ela? Ou o seremos de fato substituídos por máquinas inteligentes?
A engenharia de produção e a IA
Uma vez que o surgimento de conceitos e de atuações da engenharia de produção está ligeiramente associado com a revolução industrial, percebe-se que desde o princípio é uma área que atua lado a lado com as máquinas e com o aperfeiçoamento das extensões do trabalho humano. O surgimento da engenharia de produção deu-se com a necessidade do aprimoramento de processos em busca de diversos objetivos, como a maximização do desempenho produtivo por meio da sistematização de processos, redução de custos, controle e mecanização do trabalho, análise e estudo de movimento necessários nos processos em busca da melhoria contínua dos processos. Tudo isso ocorreu excepcionalmente com um grupo de engenheiros nos Estados Unidos que buscavam todos os objetivos supracitados. No entanto, algo muito difícil de se fazer foi necessário para os profissionais da área da engenharia de produção, se adaptar à mudança gerada pelo desenvolvimento exponencial da inteligência artificial e sua implementação nas indústrias. Aquilo que antes precisava de toda uma equipe preparada para que fosse realizado agora consegue ser contemplado com uma única ferramenta de automação com inteligência artificial implementada no desenvolvimento da ferramenta.
O engenheiro de produção após a ascensão da IA
O engenheiro da produção sempre teve uma atuação importante dentro das organizações e instituições empresariais. No entanto, antes da popularização da IA os dados para análises eram obtidos através de experiências realizadas pelos engenheiros, ou por análises manuais. Assim, permitindo que o profissional conseguisse visualizar e gerar um diagnóstico mais preciso. No entanto, após a ascensão da IA foi necessário uma enorme transformação para o profissional em engenharia de produção. Antes, os processos necessitavam de um esforço manual maior, agora com a implementação da inteligência artificial no mercado de trabalho, o engenheiro de produção passou a trabalhar com sistemas inteligentes capazes de coletar, interpretar e analisar grandes volumes de dados em tempo real. Isso tornou os processos mais rápidos e eficientes. Hoje, sistemas como o Microsoft Copilot (que é incorporado com o Microsoft 365) transformaram o trabalho do engenheiro de produção. O que antes o engenheiro realizava de forma manual, agora a inteligência artificial auxilia, seja na previsão de falhas nas máquinas por meio da manutenção preditiva, além de contribuir nas diversas outras áreas de atuação do engenheiro de produção, como no controle de produção, planejamento da produção, gestão de estoque, logística, processos de melhorias contínuas, entre outras áreas necessárias. A realidade é que todos os profissionais precisam adaptar-se ao mercado de trabalho e trabalhar de maneira conjunta com a inteligência artificial. O engenheiro de produção não escapa dessa condição, a mesma ferramenta que pode gerar substituição da mão de obra humana, é a mesma que pode contribuir para o impulsionamento dos resultados das indústrias e desenvolvimento de novos métodos e processos na produção quando utilizada de maneira conjunta com o profissional. O mercado está se atualizando cada vez mais, as IAs estão sendo exponencialmente mais desenvolvidas e, com isso, o engenheiro de produção também precisa acompanhá-los para que esteja adaptado às novas transformações do mercado.